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Vamos fazer uma guerra — precisamos de espaço
Vamos fazer uma guerra — para limpar esse pedaço.
( Fear, "Let’s Have a War)


     Os vampiros constituem, da mesma forma que os humanos, uma espécie animal única. Eles devem obedecer às leis da evolução, assim como os ditames do ambiente. Ocupam uma posição na cadeia alimentar, e há até mesmo quem especule que exercem uma função no equilíbrio ecológico.
     Existem limites definidos para quantos de sua espécie podem coexistir numa determinada área. Quando ultrapassam o limite, fenômenos naturais reduzem a população vampírica de volta aos seus níveis toleráveis, exatamente como ocorre com outros predadores.
     A Família é uma espécie única entre as criaturas do mundo, uma vez que os Membros não são ameaçados por qualquer outra espécie. São seus próprios predadores e presas, e controlam seu número através da competição intensa. Os anciões já sentiram na carne que se seus números crescerem demais, eles irão atrair a atenção dos mortais. Embora os vampiros sejam individualmente muito mais poderosos que os mortais, uma Humanidade ciente de sua presença seria capaz de esmagá-los pela força de sua superioridade numérica.
     Há um número determinado de caçadores para cada rebanho. No passado, vivia apenas um Membro em cada cidade e a reclamava como seu domínio. Quando as cidades eram menores, ser uma raça de solitários era uma tática de sobrevivência razoável. Mas à medida que as cidades cresceram, o mesmo ocorreu com a população de caçadores. Hoje em dia não é raro que muitos vivam no mesmo domínio.
     Uma cidade grande, como São Francisco ou Hamburgo, suporta normalmente uma população vampírica de 15 a 30 mortos-vivos. As cidades maiores como Nova York ou a grande Londres possuem uma população proporcionalmente maior, e as menores abrigam menos.
     Como regra geral, considere que existe um vampiro para cada 100.000 mortais. Portanto, a área metropolitana da grande Chicago, uma região de sete milhões de mortais, pode sustentar razoavelmente cerca de 70 vampiros. Ocasionalmente um príncipe irá regular artificialmente a quantidade de Membros residentes em uma cidade, assegurando desta forma a inviolabilidade da Máscara.
     As cidades poderiam certamente sustentar mais Membros, mas eles nutrem um temor justificado de serem descobertos. A Máscara é a maior preocupação dos anciões — eles acham melhor que morram alguns dos anarquistas, do que a raça inteira ser extinta por outra Inquisição. Todo cuidado é tomado para garantir que a existência dos vampiros seja mantida em segredo ante a população mortal.
     Mantém-se um controle rigoroso sobre a geração de novas Crianças da Noite, pois um excedente de vampiros aumenta a probabilidade de uma descoberta dramática. A população também é restringida pelo simples fato de que poucos vampiros potenciais sobrevivem à sua Gênese: muitos enlouquecem e são sacrificados por seus senhores.
     A despeito disso, existem atualmente Membros demais para serem suportados pela população mortal; as legiões de anarquistas aumentaram a níveis sem precedentes. Gradualmente aproxima-se o momento do "Pastio" — o tempo temido e sussurrado nas lendas da Família, chamado Gehenna.