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      Talvez esta seja a característica mais marcante, infelizmente, na vida de um vampiro: Todos eles possuem, mortais e imortais. Homens humanos constantemente sofrem uma ereção do pênis simplesmente ao ver uma fêmea da mesma espécie, ao mesmo tempo que uma mulher perde toda a sua racionalidade ao ser tocada em seus pontos heterogêneos. Tudo isso para assegurar a propagação da espécie. Da mesma forma, existe um instinto, deveras mais forte, que nos induz a desejar o sangue. É como uma consciência interior, que os avisa de que o alimento é o sangue, e dele devem beber. É extremamente difícil de ser controlado, visto que como qualquer instinto, toma conta de nossos pensamentos e anestesia o que chamamos de racionalidade, até que a fome esteja saciada. A parte mais cruel é que, se estiverem muito famintos, podem atacar um ente querido, um amigo, alguém que esteja ao seu lado. Podem até cometer canibalismo contra outros vampiros. Entenda que por mais conscientes que são, os mortais não passam de ossos de cálcio envoltos por uma carne macia regada ao líquido que os seduz. Verdadeiros petiscos. Todos nós somos lindos. Da mais carismática criança até o mendigo mais sugismundo, nós somos as criaturas mais lindas para eles.

     Desta forma, com esse instinto que ao mesmo tempo assegura sua sobrevivência nos pondo num estado inconscientemente predatório, também os coloca num estado posterior de remórcio e depressão. Imagine você mortal o que seria se acordasse de um transe sonâmbulo e descobrisse que durante o sono matou toda a sua família? Tente imaginar a situação. Como se sentiria? Ao mesmo tempo que o vampirismo é uma glória que os torna seres híbridos, também é uma maldição que os condena ao sofrimento eterno.